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Google Maps Vs. OpenStreetMap

Uma pesquisa simples a uma base de dados complexa pode gerar resultados diferentes por sistemas similares? Pergunta 1.

Comparando-se sistemas para pesquisa em uma base de dados complexa, por um lado um sistema fundamental de uma das maiores companhias já geradas pela nossa civilização, em termos de valores de capital, o Google Maps( https://www.google.com.br/maps) e por outro um sistema aberto, gerado e mantido por uma comunidade de hackers amantes da liberdade e defensores do compartilhamento de informações, do livre fluxo das informações, o Open Street Map (https://www.openstreetmap.org). Haverá uma diferença sensível de desempenho? Pergunta 2.

A ordem das perguntas foi colocada de forma regressiva, isso significa que a pergunta 2 foi feita primeiro e foi então que fiz a mesma pesquisa, com a mesma ordem de comandos no OpenStreetMap e no GoogleMaps e não senti, mesmo, nenhuma diferença de desempenho. Ambos os sites abriram com relativa facilidade e carregaram rápido. Na base da desconfiança daria um 0,1 mais rápido para o GM. Em ambos encontrei a mesma facilidade de encontrar os comandos para os caminhos dos filtros para buscar a informação; aqui temos o inverso, onde senti mais facilidade em encontrar o link para o modo de pesquisa de rotas no OSM (mesmo com o aspecto mais tosco de seus elementos e do conjunto visual) do que no GM, mas pode ter sido porque comecei no OSM e isso pode ter atrasado uma fração o reconhecimento da interface do GM.

Resumindo, não encontrei diferenças sensíveis de desempenho. Digitados os dados ambos forneceram respostas em tempos bastante aceitáveis e confortáveis. As rotas foram quase iguais e é aqui que nasce o sentido para este artigo: “quase”!

A primeira diferença que aparece está na interface. A do OSM parece mais tosca, mais antiga ou básica mas, fora uma necessária avaliação mais profunda, não parece perder muito em desempenho; desconfio de que num uso mais prolongado sua visualização deve cansar mais, principalmente (meu palpite) em função das cores um tanto pastel definidas, diminuindo o contraste visual. A do GM é mais limpa, mais viva, mais estimulante, sem dúvida, só não sei ainda se seria, de fato, mais eficiente. Isso pelo aspecto da visualização da mancha e do estilo adotado. A organização da informação na tela em ambos os serviços e muito semelhante.

Depois de algum tempo examinando as diferenças, observa-se que (talvez surpreendentemente) o OSM oferece mais informações. Trabalhando com o zoom continuei achando a interface do GM mais agradável e às vezes mais fácil de lidar, mas em ambas consegui detalhar todas as informações e no OSM sempre mais detalhes e informações presentes. Foi aí que notei que no ponto final do meu trajeto o GM apontava um destino diferente do OSM, com o detalhe que o OSM aponta o destino como o “centro comercial” da cidade enquanto o GM aponta para um local ermo que provavelmente corresponde a algum centro geométrico ou legal do município.

Agora compreende-se o sentido da primeira pergunta: o que terá acontecido? Sabe-se que ambos os serviços tomam os dados de uma mesma base comum e de acesso universal, mas é verdade também que esses dados são importados para bases próprias e que são manipuladas cada uma com critérios bastante diferentes e aí está provavelmente a causa da diferença, nos critérios de manipulação. Enquanto o GM adota critérios mais mecânicos para definir seus centros de referência, o OSM permite uma interação mais humana com seus mapas, oferecendo aos seus usuários ferramentas para edição das informações de seus mapas, resultando numa informação mais humana.

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