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PSICOLOGIA
Nenhuma
cor é feia. A cor é apreciável em si mesma, em absoluto,
qualquer que seja ela.
Ainda que a atração de cada cor específica seja desigual,
a referida atração sempre ocorre em algum grau. Isto resulta
do fato mesmo de a cor ser o objeto formal (isto é, específico,
ou essencial) da visão; é a cor aquele objeto que dá
a forma a esta espécie de conhecimento.
Assim também acontece em outros planos do sensível, sempre
que a questão for de objeto formal nenhum som isolado é
desagradável, nenhum odor é malcheiroso.
Há cores quentes e frias, leves e pesadas, calmantes e excitantes,
de alívio e opressivas; cada uma das cores goza de tais propriedades
em função do que as cores são em si mesmas.
Pode-se antever que os efeitos psicodinâmicos da cor são
de grande volume e variados, por causa da predominância do sentido
da visão sobre todos os demais sentidos.
Este grande efeito psicodinâmico das cores ainda ocorre em virtude
da considerável diversidade das cores, sua gradação
de luminosidade, diferença de intensidade, além da variação
dos espaços e formas das áreas coloridas.
Não é sem sentido que facilmente se responde a quem pergunta,
- Como vai?
E segue a pronta resposta:
- Tudo azul! Ou,
- A coisa está preta!.
E por que usamos expressões, tais como: Cores alegres? Cores vivas?
Cores quentes? Cores frias? Cores festivas? Cores de luto?
Não se trata apenas de um falar. Há uma psicodinâmica
a comandar um importante processo, a que está atenta não
somente a psicologia, que estuda apenas teoricamente a ação
das cores, mas também o técnico, inclusive o artista da
cor, para adequadamente dispor os elementos coloridos com vista nos resultados.
A preferência
do indivíduo por determinados efeitos psicodinâmicos da cor,
pode servir de sintoma para revelar sua índole temperamental e
mesmo o caráter que formou.
Já que as cores estimulam em direção a determinados
comportamentos, o interesse por esta ou aquela cor e as circunstâncias
em que isto acontece, informa sobre a pessoa mesma.
As circunstâncias
poderão interferir e determinar o apelo diferenciado às
cores. Há também interferidores no uso das cores contra
as propriedades psicológicas das cores. A moda, por exemplo, determina
preferências, que podem não ser as da inclinação
espontânea. As cores determinadas podem não definir com precisão
o caráter e a índole da pessoa que a usa. Também
por motivos funcionais, sobretudo terapêuticos, uma cor poderá
ter sido eleita exatamente para reverter uma tendência.
A psicodinâmica das cores poderá determinar comportamentos
complexos.
Por exemplo, - se um homem subitamente se interessa por gravatas vermelhas,
ou uma mulher passa a vestir-se mais vezes de cor-de-rosa, - algo inconsciente
pode estar comandando este comportamento. Um homem poderá estar
no empenho de conquista de uma parceira, ou a mulher na conquista de um
parceiro.
Portanto o súbito interesse pelo vermelho (a cor mais sexual e
mais ativa) denotou a vitalidade sexual notória do homem ou da
mulher que manifestaram o fenômeno. Naquele momento a denotação
se manifestou em algo especial, como a do novo relacionamento sexual a
cultivar.
Cor e
personalidade. Vagamente, os tipos de personalidade conseguem ser determinados
pela cor e as complexas circunstâncias em que são utilizadas.
A tudo isto não está atento apenas o psicólogo, mas
o artista que põe a seu serviço os resultados da observação
da psicologia, para colocar a cor certa nas criações de
suas expressões em cor.
Qual é o seu tipo? Usa o vermelho? Poderá ser um extrovertido,
corajoso, dado à ação.
Usa cores, mas em contrastes fortes com o preto? Poderá ser do
tipo dramático.
Prefere mesmo o preto com tonalidades escuras? Talvez será do tipo
empreendedor. As cores claras talvez as use somente, num e noutro caso,
como algum ornamento ou no chapéu, ou no pescoço, ou no
cinto, ou nalgum objeto que o acompanha.
Prefere o amarelo? Dizem algumas pesquisas que é um intelectual,
um idealista, um humanitário e poderá casar com personalidade
de qualquer outra cor...
Gosta de verde? Poderá ser do tipo compreensivo e de visão
universal, que é tolerante, liberal, habituado a compreender o
problema dos outros.
Gosta de cores frias claras, com o branco como contraste? Talvez seja
um conversador. Também poderá ser um conversador, se prefere
o azul, ou mesmo um introvertido.
Se for um homem e gosta de cores pastéis suaves, vezes usadas sozinhas,
vezes combinadas com escuras? É do tipo feminino, delicado e equilibrado,
na fronteira onde ambos os sexos se encontram e melhor se compreendem.
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